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Os 5 erros mais comuns em um plano de negócios

O empreendedor e investidor em série Dave Lavinsky se diz apaixonado por planos de negócio. Ao longo de sua carreira, ele afirma ter escrito mais de cem desses documentos. Além de ser autor de livros sobre o tema, ele é o fundador da Growthink University, uma associação que ensina a empreendedores como levantar capital para suas startups. Em um post em seu blog pessoal, Lavinsky fez uma lista de cinco erros em um plano de negócios que até podem ser considerados primários, mas que ele encontra diariamente nas propostas que lhe são enviadas. Confira abaixo o que os empreendedores costumam fazer de errado na construção de um plano de negócio a ser enviado para investidores.

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1. Detalhar as minúcias da operação

Um dos principais objetivos de um plano de negócios é convencer os investidores a financiar a empresa. Por essa linha de raciocínio, o empreendedor deve ver seu plano de negócios como um documento de marketing. Em vez de entrar nas minúcias e nos detalhes da operação, deve passar os benefícios e as características inovadoras do serviço ou produto. O detalhismo pode transformar o plano em uma espécie de manual de instruções da empresa, o que pode ser tedioso e difícil de ler. Durante as reuniões com os investidores, o empreendedor terá muitas oportunidades para informar os detalhes do negócio.

2. Não comprovar o potencial de sucesso
O segundo erro mais comum é conseguir mostrar logicamente por que a startup tem chances de dar certo. Assim como um advogado tem que provar sua argumentação, um plano de negócios deve demonstrar por que um investidor pode apostar na ideia. Há duas maneiras de fazer isso.

– Mostrar que o time é excepcionalmente qualificado. Esses diferenciais podem ser a experiência prévia, o conhecimento de determinado mercado, as tecnologias já patenteadas, o pioneirismo na área de atuação, as parcerias estratégicas ou outra característica que seja rara nos competidores. Essas razões devem ser identificadas logo no início do plano de negócios.

– Pesquisas de mercado que comprovem as chances de sucesso. Ao ilustrar que as oportunidades de uma empresa são grandes em determinado segmento, o empreendedor conquista o interesse dos investidores. Entre as ações possíveis estão mostrar a dimensão do mercado e o conhecimento sobre o público-alvo, antever as principais tendências do setor e mostrar as forças e as fraquezas da concorrência.

3. Não descrever claramente o negócio no documento
Muitos planos de negócio não conseguem descrever com clareza o que a empresa se propõe a fazer. Esse é um erro crítico, pois, se os leitores ficarem confusos após o primeiro parágrafo, provavelmente encerrarão a leitura. Em vez de começar o plano com uma longa história, o empreendedor deve descrever o que sua empresa faz. Quando o leitor entender claramente qual é o negócio da startup, ele terá mais paciência para ler sobre a história da companhia e os motivos que a levarão ao sucesso.

4. Usar superlativos
O uso de muitos superlativos – como “a mais poderosa ferramenta” – afasta a maioria dos investidores. Quando infundados, esses adjetivos também ferem a credibilidade da startup. O empreendedor deve evitar expressões como “melhor”, “maior”, “mais avançada”, a menos que puder comprovar a afirmação. Em vez disso, deve ilustrar o potencial com fatos concretos. No lugar de “a melhor equipe”, o empreendedor deve mostrar por que a considera a melhor. “O time tem experiência de muitos anos e um histórico de sucesso no ramo” soa mais convincente que uma palavra vazia.

5. Tentar responder a todas as perguntas
O último erro que a maioria dos empreendedores comete em seus planos de negócio é tentar elucidar no documento todas as questões que o negócio pode levantar. Seguindo a linha de pensamento de que o plano não é o manual da empresa, o empreendedor deve ser capaz de visualizar quais são as questões-chave para o investidor entender a startup. Ao sintetizar todas as perguntas em poucos tópicos, o empreendedor prova que realmente entende do seu negócio e instiga o leitor a saber mais da empresa, sem tomar muito do seu tempo ou correr o risco de a leitura ser interrompida por causa da sua extensão.

 

Fonte: Revista PEGN

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