Início » Reportagens Especiais » Resistência

Resistência

Imagem

– O que mais me irrita é ouvir em uma reunião “Isso sempre foi feito assim”. Satya Nadella, novo presidente da Microsoft.

– As pessoas são muito abertas às coisas novas, desde que sejam feitas do jeito de sempre. Charles Kettering, fundador da Delco, fabricante de baterias.

Dentre os treinamentos que ministro, alguns são bem comportamentais, implicam MUDANÇA DE ATITUDE. Ah, como é difícil experimentar alternativas. Mesmo aquelas pessoas que se acham abertas a novas soluções, no fundo gostam de fazer tudo do jeito que sempre fizeram.

No evento “O Outlook como ferramenta de PRODUTIVIDADE”, já sabendo da resistência tradicional das pessoas, começo falando que é natural do ser humano resistir às novas abordagens, que muitos na sala vão pensar – ao longo da aula – algo como “mas eu faço de outro jeito”.

Claro, todos já fazemos tudo do nosso jeito. Mas em um treinamento comportamental a ideia é discutir jeitos diferentes de fazer as coisas de sempre, talvez com grande chance de maior produtividade. Mesmo assim, após 30 ou 40 minutos de diálogo com os alunos, alguns já reagem: “ah, mas eu já faço de outro jeito!”. Eu sei, todos fazemos!

Outro dia, em um evento sobre eficácia em reuniões, uma pessoa na sala falou “eu discordo de você” quase o tempo todo. Eu poderia estar errado em meus argumentos, admito, todos somos humanos. No entanto, em uma turma com 25 pessoas, só uma pessoa discordava o tempo todo, as demais estavam gostando – e muito – das ideias apresentadas. O que será que levava aquela pessoa em particular a resistir tanto?

Sei que eventos comportamentais, que envolvem conceitos como produtividade, eficácia e mudança de atitude, estão sujeitos a este tipo de resistência. Afinal, insisto, envolvem mudança de atitude. É, mas outro dia em um curso totalmente técnico, Excel Avançado, mostrei uma forma alternativa de fazer gráficos em Excel. Não deu outra, logo alguém falou:

– Eu faço de outro jeito!

Quis conhecer o jeito, pedi que a pessoa mostrasse no telão seu jeito de criar gráficos. Funcionou, mas … quanto trabalho.

Pior, mais tarde, neste mesmo curso, propus exercícios práticos, todos fizeram do jeito que sugeri – estavam mais abertos a mudanças – menos aquela pessoa em particular. Irônico, para defender seu ponto de vista, ela tentava mexer o mouse rapidamente, quase que perdendo o fôlego. Não deu outra, todos os colegas terminaram mais rápido. Mesmo assim, ela não deu o braço a torcer. Haja resistência!

Eu me entrego de corpo e alma em minhas aulas, meu ideal é que todos experimentem as novas ideias e aí decidam se funcionam ou não para suas vidas. Eu até poderia ficar frustrado com estas resistências que sempre encontro, mas nada paga a enorme sensação de realização quando ouço comentários como os da Janayna há duas semanas:

– Aquele recurso que você ensinou para tornar os dias mais produtivos REVOLUCIONOU minha vida. Aproveito muito mais meu tempo agora, nunca mais vou trabalhar de outro jeito!

Ou o Wagner, que comentou em um e-mail depois de participar de uma aula:

– A ideia que você passou é incrivelmente simples, de fácil aplicação e extremamente útil. Já estou usando!

Não estou dizendo que todos deveríamos aplicar ideias novas, estou sim afirmando categoricamente que todos deveríamos sempre experimentar alternativas. E só depois decidir se são boas ou não.

Parece sensato?

* Fernando Andrade

http://www.pessoasetecnologia.com.br

fernando@pessoasetecnologia.com.br

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: